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Turismo “high tech” da Marjos do Brasil faz sucesso
(22/08/2008)

 

O Tech Tour realizado, em julho, pela Marjos do Brasil foi um sucesso. Dez empresários do setor moveleiro tiveram oportunidade de conhecer a aplicação prática e técnica de uma das melhores tecnologias voltadas para esta indústria na Europa. A Marjos do Brasil escolheu um número restrito de empresários para dar atendimento personalizado aos clientes que participaram da viagem. Decisão apreciada pelos participantes que puderam aproveitar ao máximo a experiência na Itália e Portugal.

A primeira parada do grupo foi Veneza (Itália), no dia seguinte seguiu para a Fravol, empresa que fica próxima de Padova. A Fravol é uma fabricante especializada em coladeiras de bordas. “Visitamos a linha de montagem e foram feitas demonstrações com as máquinas”, contou Alessandro Agnoletti, diretor da Marjos do Brasil. Na seqüência, o grupo foi a dois clientes da região para ver as máquinas operando nas fábricas.

 

No dia seguinte, todos partiram para Piovene Rocchette, uma cidade um pouco ao norte, onde se localiza a Busellato, empresa do grupo SCM, especializada em centros de trabalho CNC. No período da manhã foi realizada uma visita à linha de montagem. Á tarde, foram feitas diversas demonstrações com as máquinas no show-room da empresa. Em seguida o grupo partiu para Rimini, balneário turístico, que fica a 300 quilômetros ao sul.

Além de conhecer a tecnologia das máquinas, a viagem para Europa foi a primeira oportunidade para Marcelo Scotton, diretor da Móveis Luimar, de Bento Gonçalves (RS) e Ângelo Marcos Nascimento, diretor da Totalit Móveis, localizada em Palhoça (SC), conhecerem Itália e Portugal. “São países muito diferentes politicamente e muito interessantes”, reconheceu Ângelo. Ele também ressaltou a alta tecnologia empregada na indústria de máquinas para madeira e móvel da Europa. “Têm muita criatividade nas máquinas básicas, porque conseguiram montar cinco máquinas em somente uma com acabamento e qualidade de produção muito boa”, disse. Ele ainda lembrou que nas máquinas mais pesadas e modernas, como o centro de usinagem Busellato, o sistema de produção e a precisão na montagem para obter o melhor resultado do equipamento são fantásticos.  

Scotton ficou impressionado com o profissionalismo das pessoas, tanto no desenvolvimento quanto na produção e montagem das máquinas. Para ele o mais produtivo na viagem foi poder conhecer as fabricantes das máquinas e também as indústrias que as utilizam. “Impressionante a quantidade de centros de usinagem em produção na Busellato, o acabamento das peças e o profissionalismo das pessoas que trabalham lá também impressiona”, comentou o diretor da Móveis Luimar.

Ele disse que na empresa localizada em Bento Gonçalves, todas as máquinas são convencionais. Por isto para produzir qualquer peça, são feitas várias operações em equipamentos diferentes. “Isso quer dizer que enquanto os operadores ficam "empurrando" peças de uma máquina para a outra, elas ficam paradas, causando uma ociosidade na produção”, reconheceu. Já com o centro de usinagem é possível realizar várias operações sem ter que deslocar a peça de um lado para o outro. “Máquina parada e operador caminhando é sinônimo de custo de produção elevado”, concluiu. Na chegada de Scotton à empresa, foi decidido comprar o centro de usinagem para melhorar o processo produtivo e buscar novos nichos de mercado.

No dia 09/07 pela manhã, todos se dirigiram à Pesaro, cidade onde fica localizada a fábrica da Macmazza, empresa especialista na produção de seccionadoras. “Antes de visitar a linha de montagem, fomos diretamente a importantes clientes na região, dentre eles, a Scavolini, um dos maiores produtores de cozinhas do mundo, que possui diversas máquinas Macmazza”, contou Daniel Scatolon Becker, o gerente de vendas da Marjos. No período da tarde visitaram a fábrica da Macmazza. Lá foram realizadas explicações e demonstrações com as máquinas.

No dia seguinte partiram para Villa Verucchio, onde se localiza o show-room da Casadei. Após uma breve explicação sobre a gama de máquinas, foram feitas algumas demonstrações. Antes do almoço foi realizada uma rápida visita à fábrica da Minimax, já em San Marino, onde são produzidas as máquinas clássicas da Casadei. No início da tarde, os empresários partiram para Milão, de onde pegaram o vôo para Cidade do Porto, em Portugal.

“O que me chamou atenção foi o uso da informática nas máquinas com baixíssimo índice de setup”, disse Luiz José Leite Lira, diretor da Tresele, do Rio de Janeiro (RJ). Ele lembra que no seguimento de móveis sob medida tem que ter muita velocidade na troca de ferramentas e acabamentos e as tecnologias apresentadas proporcionam esta versatilidade. “Minha avaliação da viagem é a melhor possível, além de conhecer a fabricação das máquinas com tecnologia de ponta pude ver o funcionamento dentro de uma linha de produção, o que me abriu muitas idéias para fabricação”, completou Lira.
O empresário Pedro Paulo Alves, diretor da Quater de Rio Negrinho (SC), acredita que será possível trazer algumas das experiências observadas na Europa para dentro da própria fábrica aqui no Brasil. “A máquina que mais chamou a atenção foi a furadeira ponto-a-ponto SCM Cyflex por trabalhar com setup muito rápido, para nós é muito útil por conseguir fazer os lotes de produção menores”, avaliou.

Durante todo o dia foram realizadas diversas visitas a clientes da Marjos em Portugal, mostrando toda a linha de máquinas comercializadas. Foi alvo das visitas desde fábricas de grande porte, todas equipadas com maquinário vendido pela Marjos, até pequenos ateliers que produzem obras de arte em madeira.

No sábado foi realizada a visita aos estabelecimentos da Marjos em Portugal e realizada demonstrações com as máquinas em show-room. No domingo (13/07) de manhã, todo o grupo retornou ao Brasil com muitas experiências positivas na bagagem.

Ao final da viagem, Ângelo Marcos demonstrou entusiasmo em trazer para a fábrica no Brasil modelos de produção observados na Europa. “Podemos utilizar sistema de alta produção com pouca mão-de-obra, empregar mais matérias-primas como o aglomerado que no Brasil, é mal falado e que em todas as fábricas que visitamos o consumo era de pelo menos 80% da produção”, ponderou.

Para ele foi muito importante ir direto ao equipamento que mais o interessava e poder aprender sobre ele. “Diferente das feiras que vimos todos os equipamentos prontos e nem sempre somos bem orientados”, avaliou, mesmo considerando a participação em feiras importante. Para ele o equipamento que mais se encaixa a produção no momento também é a furadeira ponto-a-ponto SCM Cyflex, por se tratar de uma máquina que faça ranhuras e furos de diversos tamanhos ao mesmo tempo com rapidez.

O evento foi muito produtivo porque a maioria dos empresários não tinha contato tão próximo com os equipamentos importados, e com certeza eles absorveram muitas informações importantes que dificilmente se consegue na participação em feiras”, finalizou Becker.

 



Fonte: Assessoria de Imprensa - Marjos do Brasil

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